quarta-feira, 28 de abril de 2010

Ser pai acima de tudo.

Estava tudo preparado para um grande dia de treino hoje. Fui dormir cedo, deixei as coisas preparadas para voltar aos treinos de tiros de quarta-feira, saudades do pessoal. Fora que a semana é importantíssima na preparação para o Ironman.
Às quatro da manhã escuto minha filha chorar. Vou ao quarto, ela teve algum pesadelo, pede para dormir na minha cama. Como minha esposa está viajando nessa semana, deixei (normalmente ficaria com ela até dormir de novo, para não acostumar ir para nossa cama).
Toca o despertador às 5:30 da manhã, levanto, coloco a roupa da corrida, tudo pronto para sair, quando minha filha acorda e pergunta onde vou. Digo que vou fazer o exercício, e já volto. Ela diz que o irmão e a babá estão dormindo, não quer ficar sozinha. Tento dialogar, qualquer coisa é só chamar a babá, é importante voltar a dormir, ainda está de noite lá fora, etc.
Não adianta.
Ela fica com os olhos cheios de água, e murmura que não quer ficar sozinha. E me abraça.
Evidentemente, voltei para cama. Minha filha se aninhou toda em mim, e em menos de 2 minutos estava dormindo de novo. Profundamente. Feliz.
Fiquei um tempão (nessa hora, o tempo passa devagar) pensando, como esses momentos são importantes. Treino e Ironman são divertidos, mas a família é prioridade. E ponto. Minha filha queria minha companhia. Naquela hora. Naquele lugar. Não precisa justificar, para quê explicação? Ela queria minha companhia, e eu dei. E fiquei muito bem comigo por isso. Dormimos até 7:30hs, depois todo mundo acordou, meu filho Arthur foi para o clube, e levei minha filha para o balé. E volto para os treinos de tiro na semana que vem.
Ah, consegui nadar na hora do almoço. 1.100m livre, depois 3x 100m medley, depois treino de perna vertical, depois 15 tiros de 50m (fiz todos a 43s mais ou menos).